Quais raquetes os brasileiros usam? (Bia Haddad, João Fonseca e Luisa Stefani)
Saiba qual é o equipamento oficial dos principais tenistas do Brasil no circuito atual e veja se o estilo deles combina com o seu jogo.

As raquetes dos brasileiros no circuito
Com os bons resultados recentes do Brasil no circuito da ATP e da WTA, muita gente fica de olho no equipamento que os nossos tenistas levam para a quadra. Afinal, o tênis moderno exige muito do físico, e a escolha da raquete certa faz toda a diferença para aguentar o ritmo e a velocidade do jogo atual.
Hoje, os principais nomes do nosso tênis têm estilos bem diferentes: a canhota pesada da Bia Haddad, a direita explosiva do João Fonseca e o jogo rápido de rede da Luisa Stefani. Para cada um desses perfis, existe uma raquete com especificações diferentes.
Abaixo, listamos as versões de loja (aquelas que nós podemos comprar) das raquetes endossadas por eles.

Wilson Blade 98 16x19 v10
A Wilson Blade 98 16x19 v10 mantém seu legado como uma das melhores raquetes do mercado. Nesta análise técnica, notamos que a v10 está mais estável, preservando a sensação macia e conectada ao impacto. A relação entre potência e controle é voltada para quem gera sua própria força. Se você pensa em comprar uma raquete para ditar os pontos com precisão cirúrgica e spin pesado, esta é a escolha certa para tenistas experientes.

Yonex VCORE 98 8th Gen
A Yonex VCORE 98 (8ª Geração) é uma raquete de alta performance que equilibra precisão e rotação de bola. Seu design aerodinâmico e a tecnologia Servo Filter proporcionam um toque suave e confortável, absorvendo vibrações sem sacrificar a resposta firme. É uma excelente escolha para quem busca uma raquete ágil, que permite atacar com confiança e gerar efeitos pesados com facilidade.

Head Radical MP 2025
A nova Head Radical MP 2025 mantém a tradição de versatilidade da linha, oferecendo um equilíbrio perfeito entre controle e potência. Com a inclusão da tecnologia Auxetic 2, ela proporciona uma sensação de impacto mais refinada e conectada. É uma raquete ágil, ideal para jogadores que gostam de ditar o ritmo dos pontos com precisão e confiança.
1. Beatriz Haddad Maia: Wilson Blade 98 16x19 V10
A Bia joga um tênis de muita imposição no fundo de quadra. Para controlar bem aquela esquerda pesada sem perder a precisão, a raquete oficial dela é a Wilson Blade 98. Essa linha é famosa por focar em controle, sendo a preferida de muitos jogadores avançados que precisam sentir bem a bola nas cordas.
Curiosidade Pro Stock: Nos bastidores, a raquete real que a Bia usa é uma Wilson Steam 100 de 2013 customizada. A marca adiciona chumbo e silicone no cabo para chegar no peso exato que ela gosta e pinta o quadro (o famoso paintjob) com as cores da linha Blade mais recente para fins comerciais. Ainda assim, para os amadores, a Blade de loja entrega exatamente o que se espera de uma raquete clássica de controle.
2. João Fonseca: Yonex VCORE 98 (8th Gen)
O João bate muito forte na bola, especialmente do lado do forehand. Para conseguir soltar o braço com tanta força e ainda fazer a bola cair dentro da quadra, ele usa a Yonex VCORE 98. Essa linha da Yonex (a vermelha) é construída para priorizar o spin. O formato um pouco mais "quadrado" (Isométrico) ajuda a não perder tanto o controle quando a bola pega um pouco fora do centro, o que é ótimo para quem tem um movimento de braço muito acelerado como o dele.
3. Luisa Stefani: Head Radical MP 2025
No jogo de duplas da Luisa, o que manda é o reflexo e a velocidade na rede. A escolha dela é a Head Radical MP, uma das raquetes mais tradicionais do circuito quando o assunto é versatilidade. Ela não é a raquete que solta mais a bola (potência), nem a que dá mais precisão (controle), mas faz tudo muito bem. Esse equilíbrio é essencial para a rotina de um duplista, que precisa sacar bem, devolver o saque e fechar o ponto no voleio com muita agilidade.
O que essas raquetes têm em comum?
Se você reparar bem, nenhum dos três usa raquetes de cabeça muito grande ou aros muito grossos. As raquetes da Bia, do João e da Luisa são modelos voltados para jogadores que já têm uma técnica bem formada e conseguem gerar a própria força.
Se você já joga há um tempo e sente que a bola está voando muito com a sua raquete leve de iniciante, testar uma dessas três opções de controle e spin pode ser o ajuste natural para o seu próximo nível no esporte.